Firma o guia povo do santo

Firma o guia povo do santo

Direção: Helena Frade

Duração: 19′

Juiz de Fora – 2015

Ao abordar as religiosidades afro-brasileiras, o documentário intercepta algumas das mais significativas trajetórias dos atores sociais inseridos no campo religioso. Trazendo como cenário duas cidades da Zona da Mata Mineira, o filme procura ouvir e abrir caminho para que essas pessoas discorram sobre seus conflitos, demandas, paixões, quizilas, entre outros aspectos da vida cotidiana.

No ano de 2015, na disciplina “Cinema e Ciências Sociais”, ministrada pelo professor Carlos Reyna, desenvolvi um ensaio/filme cujo tema está vinculado à observação de religiosidades de matrizes afro-brasileiras presentes em duas cidades da Zona da Mata Mineira: Cataguases e Leopoldina. Para este fim, planejei a produção de um documentário que estabelecesse um diálogo direto entre o cinema e pressupostos antropológicos, sociológicos e históricos acerca do tema abordado. Em síntese, os eventos apresentados no curta-metragem mostram a umbanda como uma religião extremamente dinâmica, que se reinventa em cada terreiro, cada ritual. Não podemos a entender de maneira unívoca nem tampouco a engessar a partir de definições que derivam em atitudes preconceituosas e racistas. Nesse sentido, o filme tem como proposta ouvir mães e pais de santo e mostrar justamente essa pluralidade, deixando fluir a polifonia que é, a um só tempo, formador e componente, do universo umbandista.

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